"No hay porvenir sin Marx. Sin la memoria y sin la herencia de Marx: en todo caso de un cierto Marx: de su genio, de al menos uno de sus espíritus. Pues ésta será nuestra hipótesis o más bien nuestra toma de partido: hay más de uno, debe haber más de uno." — Jacques Derrida

◆

"Los hombres hacen su propia historia, pero no la hacen a su libre arbitrio, bajo circunstancias elegidas por ellos mismos, sino bajo aquellas circunstancias con que se encuentran directamente, que existen y les han sido legadas por el pasado. La tradición de todas las generaciones muertas oprime como una pesadilla el cerebro de los vivos. Y cuando éstos aparentan dedicarse precisamente a transformarse y a transformar las cosas, a crear algo nunca visto, en estas épocas de crisis revolucionaria es precisamente cuando conjuran temerosos en su auxilio los espíritus del pasado, toman prestados sus nombres, sus consignas de guerra, su ropaje, para, con este disfraz de vejez venerable y este lenguaje prestado, representar la nueva escena de la historia universal" — Karl Marx

5/12/13

Revisão e revisionismo historiográfico | Os embates sobre o passado e as disputas políticas contemporâneas

Demian Bezerra de Melo  |  Com reconhecida cidadania no âmbito do movimento socialista, o termo revisionismo é largamente utilizado em vários contextos em debates historiográficos. Todavia, sua recente utilização em algumas controvérsias recentes da historiografía brasileira tem lhe valido censura dos acusados da operação revisionista, como se seus críticos estivessem aferrados a interpretações tradicionais ou de uma “História Oficial”, além de supostamente “desatentos” quanto aos “novos paradigmas” ou à “pesquisa recente”. O propósito deste artigo é discutir um pouco a pertinência do conceito, a partir de alguns debates historiográficos contemporâneos.

Como é bem conhecido, originalmente o termo apareceu no debate aberto pela intervenção de Eduard Bernstein (1850-1932) na socialdemocracia alemã e na Internacional Socialista já em fins do XIX e início do XX, sendo novamente conjurado nas controvérsias posteriores do movimento comunista internacional ao longo do XX, tornando-se praticamente sinônimo de “traição” (Coates, 1988). Nesses casos, carregava forte carga pejorativa, justificador de dissensos, cisões e
perseguições no interior do movimento socialista. Só após a II Guerra Mundial é que os historiadores introduziriam o termo no seu vocabulário, em alguns casos para afirmar o caráter renovador de abordagens, em outros, em tom mais crítico, viradas ético-políticas informadas pela disputa ideológica do presente; na maior parte das vezes uma mistura entre essas duas (Traverso, 2007, pp. 95-97).

Na historiografia ocidental sobre a Revolução Russa de 1917, por exemplo, o termo “revisionismo” refere-se a um conjunto de trabalhos que a partir da segunda metade dos anos 1960 se opôs à interpretação ortodoxa/anticomunista dos coldwarriors estadunidenses, e se caracterizou pela introdução da história social (Segrillo, 2010).Entretanto, em outros contextos hermenêuticos recentes, o termo apareceu com teor negativo, como forma de crítica a certas abordagens, principalmente em razão de suas tendências apologéticas (e/ou reacionárias), como acontecem nos debates sobre a Revolução Francesa e o Nazifascismo, respectivamente ligados às proposições dos historiradores François Furet (1927-1997) e Ernst Nolte (1923 - ).

Como pontos de referência para a forma como o conceito vem sendo utilizado recentemente, voltemo-nos primeiro para os contextos destes últimos debates, sobre a Revolução Francesa e sobre o Nazifascismo. Em seguida debruçar-nos-emos sobre o breve exame de três operações revisionistas na historiografía contemporânea, em Portugual, na Espanha e no Brasil, cujos pontos de referencia são os distintos regimes ditatoriais que marcaram a história destes países no século XX e cujas marcas se estendem aos embates contemporâneos.

Os revisionismos da Revolução Francesa: anatemizando a Revolução

Desde que um anticomunista da estirpe de François Furet “subiu ao poder” na vida universitária francesa nos anos de 1980 e propôs que a “Revolução havia terminado”, o fulcro da abordagem canônica sobre aquela Revolução foi posto em xeque. O caráter burguês daque la Revolução passaria a ser sistemáticamente refutado, no mesmo passo que as influentes interpretações de autores como Georges Lefebvre (1874-1959) e Albert Soboul (1914-1982) foram reduzidas a uma simplista e linear leitura “marxista-leninista”, que alegadamente olharia 1789 como prenuncio de 1917, numa espécie de esquema teleológico simplista que Furet caracteriza como um “catecismo revolucionário”.A propósito, o termo “catecismo revolucionário” apareceu já no título de um artigo seu publicado em 1971 na revista Annales, e republicado no seu livro Penser la Révolution française, de 1978 (Paris, Gallimard), que é uma espécie de “manifesto” desta ofensiva revisionista (Furet, 1989, pp. 99-144). Como não foi muito difícil de perceber, o propósito do revisionismo de Furet era a desqualificação do próprio conceito de “revolução”. Carregando em sua lapela a posição de ex-esquerdista que havia “tomado juízo” depois de 1956,1 o historiador francés combateu em sua trincheira para favorecer o consenso conservador que caracterizou a cena política dos anos 1980, de triunfo do neoliberalismo  nos países centrais do capitalismo (incluindo a França de Miterrand) (Cf. Anderson, 1995) e de crise ideológica da esquerda. O balanço de sua atuação parece ter sido reconhecido, especialmente depois que o mesmo escreveu a sua própria explicação de sua pretérita vinculação ao Partido Comunista Francês, através de um livro “sobre a ideia de comunismo” —O passado de uma ilusão. Tal percurso levou a que, após a sua morte, o (pouco crível) Livro Negro do Comunismo fosse dedicado a sua memória (Furet, 1995; Courtois, 1999).

Analisando o “assalto” a este grande objeto da história moderna, Eric Hobsbawm (1917-2012) ironizou o fato de Furet e seus epígonos, sob o pretexto de declarar a eternidade da sociedade liberal-burguesa no fim do século XX, atacarem o que, na verdade, seriam as próprias interpretações burguesas para 1789, feitas por homens como Joseph Barnave (1761-1793), Louis Adolphe Thiers (1797-1877), François Mignet (1796-1884), Augustin Thierry (1795-1856), François Guizot (1787-1874) etc. Como é conhecido,na verdade, foi essa literatura liberal-burguesa que trouxe à tona, por exemplo, o próprio conceito de luta de clases que influenciou decisivamente o pensamento de Karl Marx (1818-1883) e  Friedrich Engels (1820-1895) (Hobsbawm, 1996, p.25)2, construindo uma chave importante nas leituras clássicas sobre a Revolução. Ademais, toda a historiografía que podemos definir como socialista —além de Lefebvre e Soboul, Jean Jaurès (1859-1914) e Albert Mathiez (1874-1932)— compartilhou com a historiografía liberal oitocentista a caracterização daquela como uma revolução burguesa (Idem: capítulo 1)3.

Entretanto não há dúvida que a crítica de Furet, embora quisesse aparecer como “desinteressada” e “não-ideológica”, dirigiu-se ao que chamou de “catecismo revolucionário”, “vulgata lenino-populista” ou “jacobino-marxista”, portanto, ideologicamente contra a esquerda. Isto posto, tal como os que queria fazer desacreditar, François Furet também pensou 1789 a partir de 1917, só que do ponto de vista dos que queriam exorcizar, não só o comunismo/socialismo, mas a reflexão histórica de uma das revoluções mais paradigmáticas do mundo contemporâneo. Nesse sentido tem razão Domenico Losurdo (2002, pp.3-35) ao apontar que este revisionismo objetiva a liquidação da tradição revolucionária, desde 1789 até 1917.

O mesmo Losurdo chama atenção para um “efeito colateral” resultante desta liquidação da tradição revolucionária, que acaba produzindo “desabamentos em série”, onde outras explicações da História Contemporâneasão desestruturadas. De sorte que se acaba na seguinte situação: sem 1789 como uma revolução burguesa torna-se incompreensível o Risorgimento italiano ou mesmo a interpretação da Guerra Civil americana como uma revolução do Norte efetivamente capitalista contra o Sul escravagista. Ao passo que, sem 1917, passa a ser ininteligível a luta de libertação anticolonial, a resistência antifascista, ou ainda a dos defensores da II República na Espanha, onde é notório o papel protagonista cumprido pelos militantes identificados com a tradição desdobrada da revolução bolchevique (Idem, p.6-7 e passim; cf. também Hobsbawm, op. cit., p. 110)4. Furet e seus seguidores conseguiriam penetrar também no ambiente académico anglo-saxão —o próprio se tornaria pesquisador da Universidade de Chicago ainda nos anos 1980. Na verdade isso foi facilitado pelo fato do próprio caminho para o revisionismo já ter sido aberto anteriormente pelo historiador britânico Alfred Cobban (1901-1968), que na verdade deve ser tomado como o pioneiro nessa reinterpretação, pois já em 1964, em seu livro The social interpretation of the French revolution, criticou a ideia de “revolução burguesa” a partir da “constatação” de que o evento teria “atrapalhado” o desenvolvimento económico da França, num raciocínio calcado na esquemática teoria da modernização.
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Sem dúvida alguma, esse revisionismo também tem sua dívida com o livro On Revolution (1960), de Hannah Arendt (1906-1975), onde a mesma se recente do debate sobre o conceito de Revolução sempre privilegiar os modelos francês e russo, em detrimento do americano, cuja revolução (1776), segundo a autora, teria sido “a única que não devorou seus filhos”5. Em 1989 no mundo de fala inglesa o revisionismo figurou em narrativas como no livro Cidadãos de Simon Schama, um bestseller que, segundo Alex Callinicos, pintava o evento francês como “uma explosão demoníaca de violencia irracional”, e cuja mensagem comercial não poderia ser outra senão a de que: “as revoluções são uma Má Coisa, sangrenta, destrutiva, irracional” (Callinicos, 1992, p. 17), constituindo um capítulo daquilo que o historiador português Manuel Loff descreveu como “anatemização da Revolução” (Loff, 2011, p. 13). Nada talvez tenha sido mais significativo da trajetória hegemônica do revisionismo sobre 1789 do que o fato de sua apoteose ter se dado justamente em torno às comemorações oficiais e à repercussão na mídia do “bicentenário indigno” (Bensaïd, 1989), quando a cena pública foi dominada por “aqueles que, em uma palavra, não gostam da Revolução Francesa nem de sua herança”, como ironizou a propósito Eric Hobsbawm (Op. cit., p. 9). Escrevendo algum tempo depois, Josep Fontana chamou atenção para sua coincidência com a queda do Muro de Berlim e com a publicação de artigo de Fukuyama sobre o “fim da História”, texto que se notabilizou tanto pela mediocridade, como também pelo caráter apologético do que se acreditou ser triunfo global (e definitivo) do capitalismo (Fontana, 2004, p. 413).

Tendo esses elementos em vista, torna-se evidente o vínculo entre a historiografía revisionista de Furet e sua “economia política”, que é o pensamento neoliberal do fim do século XX. No âmbito das ciências humanas, essa abordagem relacionou-se de forma mais ampla por uma (normativa) concepção do fazer política na modernidade que busca, entre outras coisas, substituir o tema da revolução pelo tema da democracia, separando um do outro e transformando o primeiro numa maldição e o segundo —na chave da teleologia liberal— no futuro desejável e único possível.

Após o colapso da URSS, ganhou enorme espaço a ideologia da superioridade incontestável da economia de mercado sobre qualquer forma de regulação social —desde o Estado de Bem-Estar até o planejamento de tipo soviético—, que se combinou à decretação não menos ideológica da impossibilidade de uma mudança radical na sociedade. “There is no alternative!”, o slogan de Margaret Thatcher (1925-2013) nos anos 1980, tornar-se-ia a voz corrente na década seguinte, e mudanças radicais na História seriam desacreditadas ou tomadas como “perigosas”, ainda que a convulsão social provocada pelo colapso dos regimes soviéticos fosse apresentada pela grande mídia como “revoluções”, só que  com um sinal invertido— “em direção ao capitalismo e a democracia”6.

Aliada à enorme influência das teorias pós-modernas nos meios letrados e seu niilismo conformista/catastrofista que caracterizou o ambiente intelectual daqueles anos —onde, como pontuou Fredric Jameson, no início da década de 1990, para amplos círculos parecia mais fácil “imaginar a completa deterioração da terra e da natureza do que a quebra do capitalismo” (2006: 91)— a liquidação da tradição revolucionária ganhou forte significação. O revisionismo histórico sobre uma revolução que foi tomada por longo tempo como paradigma da mudança social (1789) insere-se, deste modo, nesse contexto de criação dessa “grande narrativa” do neoliberalismo sobre o “fim da história”. A propósito, os próprios vínculos públicos entre Furet e o programa neoliberal não são difíceis de estabelecer. Em um de seus artigos publicados na revista Débat, na edição de novembro/dezembro de 1989,quando mirava na crise terminal vivida pela URSS, o historiador ironizou as reformas introduzidas por Gorbachev como prova de que até no regime oriundo de 1917 (agora) se reconhecia o “caráter insubstituível de uma economia de mercado” (Furet, 2001, p. 119).
 


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◆ El que busca, encuentra...

“Todo lo sólido se desvanece en el aire; todo lo sagrado es profano, y los hombres, al fin, se ven forzados a considerar serenamente sus condiciones de existencia y sus relaciones recíprocas” — Karl Marx

Not@s sobre Marx, marxismo, socialismo y la Revolución 2.0

— Notas notables
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◆ Pierre-Yves Quiviger: Marx ou l'élimination des inégalités par la révolution — Le Point
◆ Hernán Ouviña: Indigenizar el marxismo — La Tinta
◆ Emmanuel Laurentin: Les historiens américains et Karl Marx — France Culture
◆ Adèle Van Reeth: Le Capital de Karl Marx: La fabrique de la plus-value — France Culture
◆ Manuel Martínez Llaneza: Reproches a Marx acerca de El Capital (Bajo la égida de Friedrich Engels) — Rebelión
◆ Victoria Herrera: Marx y la historia — Buzos
◆ Alejandro F. Gutiérrez Carmona: La vigencia del pensamiento marxista — Alianza Tex
◆ Víctor Arrogante: El Capital y las aspiraciones de la clase trabajadora — Nueva Tribuna
◆ Mauricio Mejía: Karl Marx, el poeta de la mercancía — El Financiero
◆ Emmanuel Laurentin: Karl Marx à Paris: 1843-1845 — France Culture
◆ Jacinto Valdés-Dapena Vivanco: La teoría marxista del Che Guevara — Bohemia
◆ Aldo Casas: El marxismo como herramienta para la lucha — La necesidad de la formación en la militancia — La Tinta
◆ Evald Vasiliévich Iliénkov: La dialéctica de lo abstracto y lo concreto en El Capital de Marx — Templando el Acero
◆ Vincent Présumey: Suivi des écrits de Karl Marx / 1837-1848 - Part I, Part II, Part III & Part IV — Mediapart
◆ Roman Rosdolky: Marx ésotérique et Marx exotérique — Palim Psao
◆ Lepotier: Marx, Marxisme, Cui bono? — Bella Ciao
◆ Andrea Vitale: La critica di Pareto a Marx: una abborracciatura — Operai e Teoria
◆ Annelie Buntenbach: Marx provides us with a glimpse behind the scenes of capitalism — Marx 200
◆ Antoni Puig Solé: La Ley del Valor y la ecología en Marx — Lo que somos
◆ Vladimiro Giacché: Note sui significati di "Libertà" nei Lineamenti di Filosofia del Diritto di Hegel — Il Comunista
◆ Salvador López Arnal: Manuel Sacristán (1925-1985) como renovador de las tradiciones emancipatorias — Rebelión
◆ Paúl Ravelo Cabrera: Marx, Derrida, el Gesto Político y la supercapitalización mundial — Scribb
◆ Dino Greco: In difesa del marxismo — Sollevazione
◆ Alberto Quiñónez: Arte, praxis y materialismo histórico — Rebelión
◆ Josefina L. Martínez: Feminismo & Socialismo marxista - Eleanor Marx, la cuestión de la mujer y el socialismo — Rebelión
◆ John Bellamy Foster: Marx y la fractura en el metabolismo universal de la naturaleza — Scribb
◆ José Manuel Bermudo Ávila: Concepto de Praxis en el joven Marx — Scribb
◆ Carlos Oliva Mendoza: Adolfo Sánchez Vázquez: ¿marxismo radical o crítica romántica? — InfoLibre
◆ Bernardo Coronel: ¿El marxismo es una ciencia? — La Haine
◆ Sylvain Rakotoarison: Le capitalisme selon Karl Marx — Agora Vox

— Notas y comentarios sobre El Capital
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◆ Horacio Tarcus: Traductores y editores de la “Biblia del Proletariado” - Parte I & Parte II — Memoria
◆ Emmanuel Laurentin: Le Capital, toujours utile pour penser la question économique et sociale? — France Culture
◆ J.M. González Lara: 150 años de El Capital — Vanguardia
◆ Roberto Giardina: Il Capitale di Marx ha 150 anni — Italia Oggi
◆ Alejandro Cifuentes: El Capital de Marx en el siglo XXI — Voz
◆ Marcela Gutiérrez Bobadilla: El Capital, de Karl Marx, celebra 150 años de su edición en Londres — Notimex
◆ Mario Robles Roberto Escorcia Romo: Algunas reflexiones sobre la vigencia e importancia del Tomo I de El Capital — Memoria
◆ Antoni Puig Solé: El Capital de Marx celebra su 150° aniversario — Lo que Somos
◆ Jorge Vilches: El Capital: el libro de nunca acabar — La Razón
◆ Carla de Mello: A 150 años de El Capital, la monumental obra de Karl Marx — Juventud Socialista del Uruguay
◆ Rodolfo Bueno: El Capital cumple 150 años — Rebelión
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◆ José Sarrión Andaluz & Salvador López Arnal: Primera edición de El Capital de Karl Marx, la obra de una vida — Rebelión
◆ Sebastián Zarricueta: El Capital de Karl Marx: 150 años — 80°
◆ Marcello Musto: La durezza del 'Capitale' — Il Manifesto
◆ Esteban Mercatante: El valor de El Capital de Karl Marx en el siglo XXI — Izquierda Diario
◆ Michael Roberts: La desigualdad a 150 años de El Capital de Karl Marx — Izquierda Diario
◆ Ricardo Bada: El Capital en sus 150 años — Nexos
◆ Christoph Driessen: ¿Tenía Marx razón? Se cumplen 150 años de edición de El Capital — El Mundo
◆ Juan Losa: La profecía de Marx cumple 150 años — Público
◆ John Saldarriaga: El Capital, 150 años en el estante — El Colombiano
◆ Katia Schaer: Il y a 150 ans, Karl Marx publiait ‘Le Capital’, écrit majeur du 20e siècle — RTS Culture
◆ Manuel Bello Hernández: El Capital de Karl Marx, cumple 150 años de su primera edición — NotiMex
◆ Ismaël Dupont: Marx et Engels: les vies extravagantes et chagrines des deux théoriciens du communisme! — Le Chiffon Rouge
◆ Jérôme Skalski: Lire Le Capital, un appel au possible du XXIe siècle - L’Humanité
◆ Sebastiano Isaia: Il Capitale secondo Vilfredo Pareto — Nostromo

— Notas y reportajes de actualidad
◆ Román Casado: Marx, Engels, Beatles, ese es el ritmo de Vltava — Radio Praga
◆ María Gómez De Montis: El Manifiesto Comunista nació en la Grand Place — Erasmus en Flandes
◆ Enrique Semo: 1991: ¿Por qué se derrumbó la URSS? — Memoria
◆ Michel Husson: Marx, un économiste du XIXe siècle? A propos de la biographie de Jonathan Sperber — A L’Encontre
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◆ Sebastián Raza: Marxismo cultural: una teoría conspirativa de la derecha — La República
◆ Samuel Jaramillo: De nuevo Marx, pero un Marx Nuevo — Universidad Externado de Colombia
◆ Sergio Abraham Méndez Moissen: Karl Marx: El capítulo XXIV de El Capital y el “descubrimiento” de América — La Izquierda Diario
◆ Joseph Daher: El marxismo, la primavera árabe y el fundamentalismo islámico — Viento Sur
◆ Francisco Jaime: Marxismo: ¿salvación a través de la revolución? — El Siglo de Torreón
◆ Michel Husson: Marx, Piketty et Aghion sur la productivité — A l’encontre
◆ Guido Fernández Parmo: El día que Marx vio The Matrix — Unión de Trabajadores de Prensa de Buenos Aires
◆ Cest: Karl Marx y sus "Cuadernos de París" toman vida con ilustraciones de Maguma — El Periódico
◆ Leopoldo Moscoso: 'Das Kapital': reloading... — Público
◆ Laura "Xiwe" Santillan: La lucha mapuche, la autodeterminación y el marxismo — La Izquierda Diario
◆ José de María Romero Barea: Hölderlin ha leído a Marx y no lo olvida — Revista de Letras
◆ Ismaël Dupont: Marx et Engels: les vies extravagantes et chagrines des deux théoriciens du communisme! — Le Chiffon Rouge Morlai
◆ Francisco Cabrillo: Cómo Marx cambió el curso de la historia — Expansión
◆ El “Dragón Rojo”, en Manchester: Cierran el histórico pub donde Marx y Engels charlaban "entre copa y copa" — BigNews Tonight
◆ Marc Sala: El capitalismo se come al bar donde Marx y Engels debatían sobre comunismo — El Español

— Notas sobre debates, entrevistas y eventos
◆ Fabrizio Mejía Madrid: Conmemoran aniversario de la muerte de Lenin en Rusia — Proceso
◆ Segundo Congreso Mundial sobre Marxismo tendrá lugar en Beijing — Xinhua
◆ Debate entre Andrew Kliman & Fred Moseley — Tiempos Críticos
◆ David McNally & Sue Ferguson: “Social Reproduction Beyond Intersectionality: An Interview” — Marxismo Crítico
◆ Gustavo Hernández Sánchez: “Edward Palmer Thompson es un autor que sí supo dar un giro copernicano a los estudios marxistas” — Rebelión
◆ Alberto Maldonado: Michael Heinrich en Bogotá: El Capital de Marx es el misil más terrible lanzado contra la burguesía — Palabras al Margen
◆ Leonardo Cazes: En memoria de Itsván Mészáros — Rebelión (Publicada en O Globo)
◆ Entrevista con István Mészáros realizada por la revista persa Naghd’ (Kritik), el 02-06-1998: “Para ir Más allá del Capital” — Marxismo Crítico
◆ Rosa Nassif: “El Che no fue solo un hombre de acción sino un gran teórico marxista” — Agencia de Informaciones Mercosur AIM
◆ Entrevista a Juan Geymonat: Por un marxismo sin citas a Marx — Hemisferio Izquierdo
◆ Juliana Gonçalves: "El Capital no es una biblia ni un libro de recetas", dice José Paulo Netto [Português ] — Brasil de Fato
◆ Entrevista a Michael Heinrich: El Capital: una obra colosal “para desenmascarar un sistema completo de falsas percepciones” — Viento Sur
◆ Alejandro Katz & Mariano Schuster: Marx ha vuelto: 150 años de El Capital. Entrevista a Horacio Tarcus — La Vanguardia
◆ Salvador López Arnal: Entrevista a Gustavo Hernández Sánchez sobre "La tradición marxista y la encrucijada postmoderna" — Rebelión
◆ Jorge L. Acanda: "Hace falta una lectura de Marx que hunda raíces en las fuentes originarias del pensamiento de Marx" — La Linea de Fuego

— Notas sobre Lenin y la Revolución de Octubre
◆ Guillermo Almeyra: Qué fue la Revolución Rusa — La Jornada
◆ Jorge Figueroa: Dos revoluciones que cambiaron el mundo y el arte — La Gaceta
◆ Gilberto López y Rivas: La revolución socialista de 1917 y la cuestión nacional y colonial — La Jornada
◆ Aldo Agosti: Repensar la Revolución Rusa — Memoria
◆ Toni Negri: Lenin: Dalla teoria alla pratica — Euronomade
◆ Entretien avec Tariq Ali: L’héritage de Vladimir Lénine — Contretemps
◆ Andrea Catone: La Rivoluzione d’Ottobre e il Movimento Socialista Mondiale in una prospettiva storica — Marx XXI
◆ Michael Löwy: De la Revolución de Octubre al Ecocomunismo del Siglo XXI — Herramienta
◆ Serge Halimi: Il secolo di Lenin — Rifondazione Comunista
◆ Víctor Arrogante: La Gran Revolución de octubre — El Plural
◆ Luis Bilbao: El mundo a un siglo de la Revolución de Octubre — Rebelión
◆ Samir Amin: La Revolución de Octubre cien años después — El Viejo Topo
◆ Luis Fernando Valdés-López: Revolución rusa, 100 años después — Portaluz
◆ Ester Kandel: El centenario de la Revolución de octubre — Kaos en la Red
◆ Daniel Gaido: Come fare la rivoluzione senza prendere il potere...a luglio — PalermoGrad
◆ Eugenio del Río: Repensando la experiencia soviética — Ctxt
◆ Pablo Stancanelli: Presentación el Atlas de la Revolución rusa - Pan, paz, tierra... libertad — Le Monde Diplomatique
◆ Gabriel Quirici: La Revolución Rusa desafió a la izquierda, al marxismo y al capitalismo [Audio] — Del Sol

— Notas sobre la película “El joven Karl Marx”, del cineasta haitiano Raoul Peck
◆ Eduardo Mackenzie:"Le jeune Karl Marx ", le film le plus récent du réalisateur Raoul Peck vient de sortir en France — Dreuz
◆ Minou Petrovski: Pourquoi Raoul Peck, cinéaste haïtien, s’intéresse-t-il à la jeunesse de Karl Marx en 2017? — HuffPost
◆ Antônio Lima Jûnior: [Resenha] O jovem Karl Marx – Raoul Peck (2017) — Fundaçâo Dinarco Reis
◆ La película "El joven Karl Marx" llegará a los cines en el 2017 — Amistad Hispano-Soviética
◆ Boris Lefebvre: "Le jeune Karl Marx": de la rencontre avec Engels au Manifeste — Révolution Pernamente

— Notas sobre el maestro István Mészáros, recientemente fallecido
◆ Matteo Bifone: Oltre Il Capitale. Verso una teoria della transizione, a cura di R. Mapelli — Materialismo Storico
◆ Gabriel Vargas Lozano, Hillel Ticktin: István Mészáros: pensar la alienación y la crisis del capitalismo — SinPermiso
◆ Carmen Bohórquez: István Mészáros, ahora y siempre — Red 58
◆ István Mészáros: Reflexiones sobre la Nueva Internacional — Rebelión
◆ Ricardo Antunes: Sobre "Más allá del capital", de István Mészáros — Herramienta
◆ Francisco Farina: Hasta la Victoria: István Mészáros — Marcha
◆ István Mészáros in memoriam : Capitalism and Ecological Destruction — Climate & Capitalism.us