"No hay porvenir sin Marx. Sin la memoria y sin la herencia de Marx: en todo caso de un cierto Marx: de su genio, de al menos uno de sus espíritus. Pues ésta será nuestra hipótesis o más bien nuestra toma de partido: hay más de uno, debe haber más de uno." — Jacques Derrida

1/2/14

Marx, Engels e o sistema de poder mundial no séc. XIX

Karl Marx & Friedrich Engels
✆ João Pinheiro
Muniz Ferreira  |  O presente artigo se ocupa da produção de Karl Marx e Friedrich Engels referente às relações diplomáticas entre os Estados nacionais europeus durante as décadas de 50 e 60 do século XIX. No curso destes anos, os iniciadores da tradição marxista tiveram a oportunidade de exercitar suas aptidões como analistas dos assuntos internacionais em publicações européias e norte-americanas, em particular nas páginas do diário estadunidense New York Daily Tribune, do qual foram correspondentes na Europa entre 1851 e 1862. O New York Daily Tribune foi fundado em 1841 e publicado até 1924. Até meados dos anos 50 do século XIX, orientava-se por posições liberais de esquerda tornando-se, a partir de então, órgão do Partido Republicano. Quando deflagrou a Guerra Civil norte-americana, o Tribune, coerente com a posição adotada pelo Partido Republicano, perfilou claramente  ao lado das forças abolicionistas, apoiando os estados setentrionais em sua luta contra a secessão sulista. Entretanto, em virtude de dificuldades financeiras sofridas no
curso da guerra, dispensou todos os seus colaboradores internacionais, interrompendo a correspondência de Marx em 1862. Os primeiros artigos que Marx e Engels dedicaram às relações diplomáticas entre os Estados europeus no Tribune tiveram, como pano de fundo, o refluxo dosmovimentos revolucionários que se haviam disseminado ao longo do continente no período 1847-1849 e o estabelecimento do Segundo Império Francês sob a direção de Luiz Bonaparte, no ano de 1851. Foi justamente à atividade deste último personagem que os dois articulistas dirigiram suas primeiras observações em matéria de diplomacia internacional. Contudo, no primeiro ano de colaboração de Marx e Engels para com o Tribune, a emergência nacional das populações da Europa Centro-Oriental e o balanço dos movimentos democrático-radicais no interior do mundo germânico constituíram os temas privilegiados da correspondencia jornalística dos dois pensadores revolucionários alemães com o diario estadunidense.

Somente a partir do biênio 1853-1854, as articulações político-diplomáticas entre os principais Estados nacionais europeus situaram-se no centro das preocupações internacionais dos dois companheiros de lutas e letras. Os interesses internacionais tangidos pelo movimento de unificação italiana, o destino da Turquia e as ações da Rússia, tais foram os temas internacionais que mais catalisaram a atenção de Marx e Engels neste período.

Não escaparam ao olhar dos dois críticos alemães os objetivos restauracionistas e conservadores que presidiram à fundação do sistema internacional da Convenção de Viena1. Interessados como estavam nos destinos do movimento revolucionário europeu, Marx e Engels não pouparam críticas às concepções e aos métodos das cinco potências (Áustria, Prússia, Rússia, Inglaterra e França), que constituíam o núcleo duro deste sistema. Para os dois autores, por detrás da verborragia altisonante dos homens de Estado europeus do período ocultavam-se dois objetivos inconfessáveis: o desejo de supremacia e o repúdio à revolução. Para eles, portanto, tais desígnios não poderiam inspirar outras atitudes internacionais se não aquelas caracterizadas pela hipocrisia e a simulação entre as grandes potências, o desrespeito à soberania nacional e a prática sistemática de chantagens e intimidações no tratamento dispensado por estas aos Estados menores. Como regra geral, vigorava, portanto, a prática da interferência recíproca nos assuntos internos de outros Estados, limitada apenas pelo equilíbrio de poder nas relações entre eles.

Ainda naquele contexto, Marx e Engels já percebiam o aprofundamento das tensões entre as potências européias com relação aos problemas do Oriente Próximo. Verificava-se então um deslocamento da atenção dos principais Estados euroocidentais para as perspectivas geradas pela deterioração do poder do Império Turco. O que significava possibilidades reais de absorção de parcelas valiosas do antigo império dos sultões como aquelas situadas na região dos Balcãs, bem como nas imediações do Estreito de Bósforo e dos Dardanelos. Destarte, uma extensa série de artigos dos dois autores versou sobre a chamada “Questão Oriental”, ponto nodal da futura Guerra da Criméia.



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