"No hay porvenir sin Marx. Sin la memoria y sin la herencia de Marx: en todo caso de un cierto Marx: de su genio, de al menos uno de sus espíritus. Pues ésta será nuestra hipótesis o más bien nuestra toma de partido: hay más de uno, debe haber más de uno." — Jacques Derrida

◆

"Los hombres hacen su propia historia, pero no la hacen a su libre arbitrio, bajo circunstancias elegidas por ellos mismos, sino bajo aquellas circunstancias con que se encuentran directamente, que existen y les han sido legadas por el pasado. La tradición de todas las generaciones muertas oprime como una pesadilla el cerebro de los vivos. Y cuando éstos aparentan dedicarse precisamente a transformarse y a transformar las cosas, a crear algo nunca visto, en estas épocas de crisis revolucionaria es precisamente cuando conjuran temerosos en su auxilio los espíritus del pasado, toman prestados sus nombres, sus consignas de guerra, su ropaje, para, con este disfraz de vejez venerable y este lenguaje prestado, representar la nueva escena de la historia universal" — Karl Marx

3/6/15

O útil e a obra de arte em Karl Marx & Martin Heidegger

Karl Marx
✆ Jonás Muvdi
Martin Heidegger
✆ Cido Gonçalves 
Eliane Santana De Mendonça   |   O presente trabalho pretende elaborar uma relação entre os pensamentos de Marx e Heidegger sobre a questão do útil e tenta explorar os desdobramentos destas reflexões na postura dos dois filósofos em relação à obra de arte. Primeiramente, analisaremos o conceito de “valor de uso”, tratado por Marx no primeiro capítulo de “O Capital” enfatizando a influência aristotélica na formulação do mesmo. A partir daí, exporemos brevemente a reflexão sobre o útil elaborada por Heidegger em “Ser e Tempo” e em “A Origem da Obra de Arte” e assinalaremos pontos em que o pensamento dele se relaciona com os escritos de Marx. Por fim, tentaremos apontar como as divergências dos autores em relação à questão do útil se reflete na maneira distinta como ambos os filósofos encaram a obra de arte.
O valor de uso em Marx
A questão do valor de uso é o ponto de partida da análise da mercadoria, que compõe a primeira parte do “O Capital”. Para o filósofo, o valor de uso é a célula primordial de valor a partir do qual, em princípio, derivaria a forma de valor ou valor de troca.

A partir desta derivação, Marx procura expor o processo de autonomização do valor em suas formas na sociedade capitalista: primeiro na mercadoria, depois no dinheiro e, finalmente, capital. O fim subjetivo do capitalista é a valorização do valor e Marx questiona como é possível que o valor valorize-se por si. Embora o que interessa para nosso trabalho seja compreender de onde parte, no pensamento de Marx, a noção do útil, que ele chama de valor de uso, e não todo o caminho da valorização, percebe-se desde já, a importância dada pelo filósofo ao valor de uso como fundamento da sua teoria econômica.

Nota-se também que este caminho é similar ao que Aristóteles faz no terceiro capítulo de “A Política”, na tentativa de distinguir a economia da “ciência da indústria e do pequeno comércio”, a partir da diferença entre riqueza e acumulação de dinheiro. O que constitui a verdadeira riqueza para Aristóteles é a quantidade de coisas úteis e necessárias à vida, e a economia é essencial na medida em que tal reflexão pode levar à melhor distribuição dos bens que são indispensáveis à existência dos homens.

Assim como Aristóteles, Marx parte da coisa enquanto mercadoria, fundamento da troca e da riqueza econômica. Por suas propriedades, a mercadoria satisfaz necessidades humanas. Para o filósofo, “a utilidade de uma coisa faz dela [a mercadoria] um valor de uso. Mas, essa utilidade não é algo aéreo. Determinada pelas propriedades materialmente inerentes à mercadoria, só existe através delas.” (MARX, 1989, p. 42) A utilidade da mercadoria mora em suas propriedades materiais. Embora em outro momento Marx chegue a afirmar que “O produto recebe seu acabamento final no consumo” (MARX, 1974, p.109), está claro que, para ele como para Aristóteles, o cerne do valor de uso está no próprio objeto e em sua capacidade intrínseca de satisfazer determinada necessidade.

Marx nota que estas necessidades variam historicamente, mas não o caráter duplo da mercadoria: suas qualidades determinam seu valor enquanto útil (valor de uso) e quantidade de mercadorias determinará a possibilidade de troca com outros produtos úteis. Deste modo, objetos como tecido, ferro, madeira são, cada um deles, um conjunto que possui propriedades e modos diferentes de utilização que variam de acordo com as mudanças nas sociedades ao longo do tempo. Assim, os diversos modos de usar as coisas e a invenção de medidas socialmente aceitas para quantificar as coisas, são atos históricos, convenções históricas. A utilidade é, portanto, variável e aberta.

Este caráter duplo também tem sua raiz na “Política” de Aristóteles, que usa o exemplo de um calçado para resumir as duas maneiras de se fazer uso de uma coisa:
“O calçado pode ser posto nos pés ou ser usado como um meio de troca.” (ARISTÓTELES, 2008, p.19). A troca possui seu fundamento na própria natureza, porque os homens possuíam muitas ou poucas quantidades de coisas que são indispensáveis para a vida. Tudo o que se possui pode ser transformado em objeto de troca, porém Aristóteles repudia o tipo de troca que não seja segundo as necessidades de cada comunidade. A riqueza, para o filósofo, não pode estar separada de uma vida ética cuja finalidade última é a busca pela felicidade. Para termos uma existência feliz, então, não precisamos de nada a mais ou a menos do que seja útil à vida.

Para Marx, contudo, as necessidades não são apenas básicas, fisiológicas, mas seus desejos, suas fantasias. Com isso, o filósofo amplia radicalmente o espectro das utilidades, que passa a abarcar, dentre outros ‘produtos’, a arte. Assim, Marx expande, mas segue a concepção aristotélica de coisa como algo dotado de matéria e forma que adquiriu predomínio na história da filosofia. Ela tem sua origem na determinação em que tudo o que existe ou que se produz deve ter uma utilidade. Deste modo, um valor de uso só se realiza enquanto tal na sua utilização.
O útil em Heidegger
O útil é designado por Heidegger, em “Ser e Tempo”, “utensílio” ou “instrumento de uso”, “Aqui, o ente não é objeto de um conhecimento teórico do mundo e sim o que é usado, produzido etc.” (HEIDEGGER, 2009, p.115). Os utensílios possuem serventia (utilidade), ou seja, eles foram feitos ou produzidos para servirem para algo. Deste modo, ele concorda com Aristóteles e Marx quando estes últimos afirmam que “o sapato serve para calçar os pés”. O sapato é composto de matéria e forma, e o material do qual é composto foi escolhido em função do uso preciso a que este utensílio se destina. O modo do homem lidar no mundo e com os entes se dispersa numa multiplicidade de modos de ocupação. O modo mais imediato de se relacionar e descobrir no mundo é a ocupação que se dá no manuseio e uso. A compreensão do ser pertence ao homem e se mostra sempre no seu modo de lidar com o ente, seja com as coisas ou com os utensílios. Na ocupação com o utensílio martelo, por exemplo, no martelar é que aparece sua utilidade. O martelo nem é mais visto, só a utilidade, ou seja, o próprio martelar é que descobre o uso do martelo. Somente no uso, os utensílios são o que são.

Porém este uso, esta serventia, repousa na “fiabilidade”. Essa palavra significa a confiança que o homem tem no útil. O sapato é confiável na medida em que serve para proteger os pés, como se tornasse a extensão dos próprios pés. O uso é apenas a conseqüência essencial da confiança. O útil é usado e desgastado, tornandose habitual. Na confiança, no uso habitual dos objetos úteis, nem percebemos o que é o útil. Quando, por exemplo, o nosso sapato rasga, quando ele deixa de ser útil, é que percebemos sua utilidade. Quando nos falta é que vemos sua importância enquanto útil. Para Heidegger, assim como para Marx, a utilidade de algo pode variar de acordo com a história. Algo que é útil numa época, pode não ser em outra.

Vale destacar que Heidegger diferencia o útil dos outros entes. Tudo o que existe, que está aí, é chamado de ente. Os entes se dão ou acontecem de modos diferentes e variados. O modo de ser do ente homem é diferente do modo de ser do ente obra de arte, por exemplo, que é diferente do útil e da coisa. O útil é o ente que é produzido para servir para algo. Os entes ou as coisas que não foram produzidos pelo homem são diferentes dos objetos úteis, mesmo quando o homem põe uma utilidade. O que é fundamental no útil, segundo Heidegger, é que, na sua produção, a serventia é projetada e, a partir dessa projeção é que é pensada a matéria e a forma. “O produto é fabricado como utensílio para algo. Consequentemente, matéria e forma, enquanto determinações do ente, estão radicadas na essência do utensílio.” (HEIDEGGER, 2002, p. 22). Assim, determinar o útil enquanto matéria que contém uma forma e que possui uma serventia cabe bem ao útil, porém, essa determinação não é suficiente para definir outros entes como as coisas e a obra de arte. Também a descrição das propriedades de uma coisa é insuficiente para dizer o que ela é.

A definição da coisa como matéria que recebeu a marca de uma forma, segundo Heidegger, é um modelo instrumental e utilitário que forma a base do pensamento técnico moderno. Assim, não só os úteis recebem essa definição, mas todos os entes. Em “Sobre o Humanismo”, Heidegger afirma que “a essência do materialismo não está na afirmação de que tudo é apenas e somente matéria e sim numa determinação metafísica, segundo a qual todo o ente aparece como material de trabalho.” (HEIDEGGER, 1967, p.64). Para o filósofo, Marx concebe as coisas, os entes, apenas como produtos do trabalho, ou seja, como mercadorias. Estas cristalizações de trabalho humano só teriam valor quando houvesse trabalho contido nelas, o que implica em afirmar que todo o trabalho teria que, necessariamente, ser útil e produzir coisas úteis.

Segundo Heidegger, a essência do materialismo se esconde na essência da técnica moderna que transforma todas as coisas existentes na natureza em objetos disponíveis. Ou seja, a técnica moderna lida com os entes como disponibilidade, como um material que está aí para ser usado. Embora Marx e Heidegger concordem quanto à natureza da utilidade e sua historicidade, bem como quanto ao processo de materialização do útil em suas propriedades, há uma divergência fundamental, visto que Heidegger rejeita a noção de Marx, que considera as coisas, os entes, apenas a partir do viés de sua utilidade.
O útil e a obra de arte em Marx e Heidegger
Cabe agora pensar como estas concordâncias e diferenças formam perspectivas distintas na análise da obra de arte. A maior dificuldade para esta comparação reside no fato de que, enquanto Heidegger deixou em sua bibliografia um texto definitivo sobre este assunto, “A Origem da Obra de Arte”, as menções de Marx à atividade artística são escassas e esparsas. É certo que ele se interessava pela arte e utilizou exemplos ‘artísticos’ em seus textos mais importantes. Ainda assim, são menções fragmentadas, sem que haja uma reflexão mais detida do autor sobre o assunto. Optamos por ampararmos nossas considerações nas menções à arte presentes em “Introdução à Contribuição para a Crítica da Economia Política”, na análise do trabalho produtivo e improdutivo dos “Manuscritos de 1861 a 1863” e na célebre passagem de Engels sobre a mão, presente em “O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem”.
A obra de arte em Marx
Para Marx, que segue os passos de Aristóteles, as sociedades produzem objetos úteis destinados à satisfação das necessidades humanas, quaisquer que sejam elas. A natureza está encarregada de fornecer os materiais que pelo trabalho o homem converte em riqueza. Engels propõe que a riqueza da arte, no que concerne à sua prática, estaria em condensar em si milênios de aperfeiçoamento evolutivo que seriam também produto do trabalho humano. Objetos de arte parecem ter poderes mágicos, porque são capazes de proporcionar uma fruição nas pessoas que apreciam e mostram o grau de perfeição atingida pelo homem após gerações de trabalho:
Unicamente pelo trabalho, pela adaptação (...) dessas habilidades transmitidas a funções novas e cada vez mais complexas foi que a mão do homem atingiu esse grau de perfeição que pôde dar vida, como por artes de magia, aos quadros de Rafael, às estátuas de Thorwaldsen e à música de Paganini. (ENGELS, 1990, p. 27)
Embora não se possa saber em que medida Marx concordava com a proposição evolutiva de Engels, é certo que, para o filósofo, a produção artística faz parte da divisão social do trabalho. Deste modo, a obra de arte é, também, produto do trabalho humano, portanto objeto de valorização ao menos em termos de valor de uso. A produção artística, a arte, existe, afirma Marx (1980, p.403), para satisfazer nossas necessidades estéticas. O filósofo vê, portanto, nestas atividades, como em todas as outras atividades humanas, um caráter utilitário.

Enquanto mercadoria, porém, a obra de arte escapa, pelo menos em parte, ao sistema de valorização de materialista, na medida em que a própria arte foge ao processo capitalista. Marx nota este fato ao analisar a natureza mercantil do trabalho artístico:
Resulta em mercadorias, valores de uso, que possuem uma forma autônoma, distinta dos produtores e consumidores (...), tais como livros, quadros, em suma, todos os produtos artísticos que se distinguem do desempenho do artista executante. A produção capitalista aí só é aplicável de maneira muito restrita (...). (MARX, 1980, p. 404)
Marx (1980, p.396) nota também outras tantas contradições entre o processo artístico e o sistema capitalista. Em determinado momento, percebe que o tempo de trabalho não serve como medida na determinação do valor artístico da obra. Sua produção pode levar algumas horas como também alguns anos. Ele percebe que, exceto nos casos em que haja interesses de agenciadores (empresários etc.) em jogo, o trabalho artístico não se enquadra produtivamente no sistema capitalista.

Contudo, mesmo constatando estas contradições entre a razão materialista e a produção da obra de arte, em momento algum o filósofo questiona a natureza útil da obra de arte, exceto, talvez, num momento de perplexidade em que tenta entender seu próprio apreço pelas obras do passado:
A dificuldade não está em compreender que a arte grega e a epopéia estão ligadas a certas formas de desenvolvimento social; está sim no fato de nos proporcionarem ainda um prazer estético, e de serem para nós, em certos aspectos, uma norma e até um modelo inacessíveis. (MARX,1974, p.125)
Desconcertado pela própria questão, Marx responde de modo inconclusivo, evocando uma certa nostalgia social em relação às culturas do passado, similar à lembrança que um adulto sente dos tempos de criança.
A obra de arte em Heidegger
Heidegger concorda com Marx que o útil é matéria dotada de uma forma e que esta definição é extraída da sua essência, ou seja, o útil é feito de acordo com a sua serventia. O que faz o útil ser útil é o seu uso, porque ele foi feito para servir. Porém, essa definição é insuficiente para a obra de arte. Esta possui uma posição intermediária entre a coisa e o útil. Heidegger afirma: “Mas a obra não é um utensílio que além de ser isso, esteja provido de um valor estético que se lhe adere.” (HEIDEGGER, 2002, p.35). O que está em processo na obra de arte é o acontecimento da verdade do ser. Não que a verdade só aconteça na obra ou na arte, a verdade acontece de vários modos e um desses modos é na arte. “Pois o ser-obra da obra está a ser, e só está a ser, em tal patenteação originária. Dissemos que, na obra, está em obra o acontecimento da verdade.” (HEIDEGGER, 2002, p. 38). É bom destacar que verdade em Heidegger significa manifestação, desvelamento de ser, ainda sem juízos de valor, depois é que a verdade acontece como falsa ou verdadeira.

Para Heidegger, a obra de arte existe independentemente do processo de capital. Ela faz parte do processo de criação do homem, que nem sempre está ligado à utilidade. A obra de arte revela o mundo poeticamente, é como um jogar poeticamente com o mundo. A produção da obra de arte difere-se, pois, da produção dos objetos úteis, já que o útil coloca em serviço o material que o constitui de modo que este desaparece em sua utilidade. Na obra de arte o material não desaparece, pelo contrário, aparece pela primeira vez. Uma escultura revela não somente a representação de um corpo, mas também a pedra (mármore) retirada da natureza. A pedra ganha uma nova significância, um novo modo de ser, quando é transformada em obra de arte. Nesse sentido, ela é reveladora da natureza e de sua própria natureza, e não reveladora da matéria. A obra de arte é o próprio ser se revelando, sua própria verdade acontecendo. “A verdade vem a ser, sendo ela mesma ao modo da obra, no meio do ente.” (HEIDEGGER, 2002, p. 92). Assim, sua função, sua serventia não é mais do que o seu aparecimento, seu desvelamento. Desse modo, ela não tem uma utilidade precisa.

Além de se revelar e de revelar a natureza, a obra de arte revela a verdade de um povo, de um momento histórico. Aqui, podemos perceber um ponto de concordância entre Marx e Heidegger: uma vez que a obra de arte está situada numa época da história, ela pode nos remeter a um momento histórico. Ela não existe fora de seu contexto histórico. A obra é abertura de possibilidades de manifestação de verdades epocais. Assim, as verdades ganham expressão na obra de arte.
Conclusão
Do que foi exposto, podemos apontar que há acordo entre Heidegger e Marx em considerar que os úteis são produzidas para servirem, para uma finalidade, para uma utilidade. Porém, para Heidegger, isso não cabe à obra de arte, porque esta possui uma instância ontológica. Heidegger discorda do ponto de vista marxistaaristotélico que vê todas as coisas sob o viés da sua utilidade, materialidade. Entretanto, ele concorda com Marx na medida em que considera que o ser se dá junto com tempo, ou seja, cada época tem o seu modo de desvelar ser. Na modernidade do final do século XIX, o pensamento técnico parece chegar ao seu extremo. Isso se reflete no pensamento de Marx que, como nenhum outro, consegue captar as vicissitudes de seu momento histórico, mas, para Heidegger, não ultrapassa os paradigmas impostos pelo pensamento técnico.

Segundo Heidegger, a técnica possui o modo de lidar com as coisas, transformando tudo em objetos disponíveis, encobrindo o ser dos entes, retirando suas várias possibilidades de se mostrar. Ou seja, deixamos de ver as coisas de outros modos novos possíveis. E quando colocamos a obra de arte sob esse pensamento técnico, acabamos por limitá-la, esvaziamos as suas possibilidades de abertura, de verdades. Assim, ela acaba se transformando em uma peça que serve apenas para enfeitar ou para causar fruição. O pensamento da técnica domina todas as instâncias e promove uma realidade já dada, determinada e não passível de ser questionada em seu ser.

É assim que Heidegger percebe a sua época, com um esvaziamento de pensamento essencial, como a época do “esquecimento do ser”. Por outro lado, podese também observar, sob o ponto de vista da filosofia de Marx, que o apelo heideggeriano, também histórico, a um pensamento que não esqueça o ser tende a subestimar as instâncias sociais da existência e idealizar o fazer artístico.
Referências bibliográficas
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ENGELS, Friederich Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem. São Paulo, SP : Global, 1990.
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__________, Introdução à crítica da economia política In: Para a crítica da economia política: São Paulo: Abril, 1974 [Coleção Os Pensadores].
 __________, Teorias da mais valia: Vol I. Rio de Janeiro:Civilização Brasileira, 1980.
HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
__________, Sobre o humanismo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1967.
__________, Caminhos de floresta. In: A Origem da Obra de Arte. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002



http://www2.ufrb.edu.br/griot/

◆ El que busca, encuentra...

“Todo lo sólido se desvanece en el aire; todo lo sagrado es profano, y los hombres, al fin, se ven forzados a considerar serenamente sus condiciones de existencia y sus relaciones recíprocas” — Karl Marx

Not@s sobre Marx, marxismo, socialismo y la Revolución 2.0

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◆ Debate entre Andrew Kliman & Fred Moseley — Tiempos Críticos
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◆ Gustavo Hernández Sánchez: “Edward Palmer Thompson es un autor que sí supo dar un giro copernicano a los estudios marxistas” — Rebelión
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◆ Leonardo Cazes: En memoria de Itsván Mészáros — Rebelión (Publicada en O Globo)
◆ Entrevista con István Mészáros realizada por la revista persa Naghd’ (Kritik), el 02-06-1998: “Para ir Más allá del Capital” — Marxismo Crítico
◆ Rosa Nassif: “El Che no fue solo un hombre de acción sino un gran teórico marxista” — Agencia de Informaciones Mercosur AIM
◆ Entrevista a Juan Geymonat: Por un marxismo sin citas a Marx — Hemisferio Izquierdo
◆ Juliana Gonçalves: "El Capital no es una biblia ni un libro de recetas", dice José Paulo Netto [Português ] — Brasil de Fato
◆ Entrevista a Michael Heinrich: El Capital: una obra colosal “para desenmascarar un sistema completo de falsas percepciones” — Viento Sur
◆ Alejandro Katz & Mariano Schuster: Marx ha vuelto: 150 años de El Capital. Entrevista a Horacio Tarcus — La Vanguardia
◆ Salvador López Arnal: Entrevista a Gustavo Hernández Sánchez sobre "La tradición marxista y la encrucijada postmoderna" — Rebelión
◆ Jorge L. Acanda: "Hace falta una lectura de Marx que hunda raíces en las fuentes originarias del pensamiento de Marx" — La Linea de Fuego

— Notas sobre Lenin y la Revolución de Octubre
◆ Guillermo Almeyra: Qué fue la Revolución Rusa — La Jornada
◆ Jorge Figueroa: Dos revoluciones que cambiaron el mundo y el arte — La Gaceta
◆ Gilberto López y Rivas: La revolución socialista de 1917 y la cuestión nacional y colonial — La Jornada
◆ Aldo Agosti: Repensar la Revolución Rusa — Memoria
◆ Toni Negri: Lenin: Dalla teoria alla pratica — Euronomade
◆ Entretien avec Tariq Ali: L’héritage de Vladimir Lénine — Contretemps
◆ Andrea Catone: La Rivoluzione d’Ottobre e il Movimento Socialista Mondiale in una prospettiva storica — Marx XXI
◆ Michael Löwy: De la Revolución de Octubre al Ecocomunismo del Siglo XXI — Herramienta
◆ Serge Halimi: Il secolo di Lenin — Rifondazione Comunista
◆ Víctor Arrogante: La Gran Revolución de octubre — El Plural
◆ Luis Bilbao: El mundo a un siglo de la Revolución de Octubre — Rebelión
◆ Samir Amin: La Revolución de Octubre cien años después — El Viejo Topo
◆ Luis Fernando Valdés-López: Revolución rusa, 100 años después — Portaluz
◆ Ester Kandel: El centenario de la Revolución de octubre — Kaos en la Red
◆ Daniel Gaido: Come fare la rivoluzione senza prendere il potere...a luglio — PalermoGrad
◆ Eugenio del Río: Repensando la experiencia soviética — Ctxt
◆ Pablo Stancanelli: Presentación el Atlas de la Revolución rusa - Pan, paz, tierra... libertad — Le Monde Diplomatique
◆ Gabriel Quirici: La Revolución Rusa desafió a la izquierda, al marxismo y al capitalismo [Audio] — Del Sol

— Notas sobre la película “El joven Karl Marx”, del cineasta haitiano Raoul Peck
◆ Eduardo Mackenzie:"Le jeune Karl Marx ", le film le plus récent du réalisateur Raoul Peck vient de sortir en France — Dreuz
◆ Minou Petrovski: Pourquoi Raoul Peck, cinéaste haïtien, s’intéresse-t-il à la jeunesse de Karl Marx en 2017? — HuffPost
◆ Antônio Lima Jûnior: [Resenha] O jovem Karl Marx – Raoul Peck (2017) — Fundaçâo Dinarco Reis
◆ La película "El joven Karl Marx" llegará a los cines en el 2017 — Amistad Hispano-Soviética
◆ Boris Lefebvre: "Le jeune Karl Marx": de la rencontre avec Engels au Manifeste — Révolution Pernamente

— Notas sobre el maestro István Mészáros, recientemente fallecido
◆ Matteo Bifone: Oltre Il Capitale. Verso una teoria della transizione, a cura di R. Mapelli — Materialismo Storico
◆ Gabriel Vargas Lozano, Hillel Ticktin: István Mészáros: pensar la alienación y la crisis del capitalismo — SinPermiso
◆ Carmen Bohórquez: István Mészáros, ahora y siempre — Red 58
◆ István Mészáros: Reflexiones sobre la Nueva Internacional — Rebelión
◆ Ricardo Antunes: Sobre "Más allá del capital", de István Mészáros — Herramienta
◆ Francisco Farina: Hasta la Victoria: István Mészáros — Marcha
◆ István Mészáros in memoriam : Capitalism and Ecological Destruction — Climate & Capitalism.us